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Gato Pardo

Para quem conhece, vocês estão mais que vacinados. Vocês não conhecem isto? São maiores de idade? Trazem o vosso cartão de cidadão, boletim de vacinas e resgisto criminal? Não? Fantástico!!!

Gato Pardo

Para quem conhece, vocês estão mais que vacinados. Vocês não conhecem isto? São maiores de idade? Trazem o vosso cartão de cidadão, boletim de vacinas e resgisto criminal? Não? Fantástico!!!

Offline por opção, desligado por convicção

13.07.15publicado por Gato Pardo

Dei por mim uns meses atrás a pensar que o ser humano tornou-se demasiado dependente da tecnologia, ao ponto de já não saber quando dizer chega.

Claro que não posso ser hipócrita e dizer que eu próprio não sou ligeiramente refém dela. Afinal de contas, todos temos telemóveis, Facebook, Instagram e email. Mas coloquei a questão a mim mesmo...

"Será que ainda sou capaz de sobreviver na ausência de tecnologia por uns quantos dias sem ter suores frios, olhar de cinco em cinco minutos para o telemóvel como se estivesse ali a minha droga favorita (que por acaso não é, é a cafeína...) ou abrir o computador?"

A resposta é sim, aconteceu.

Foi estranho? Um pouco. O ser humano é um animal de hábitos e desafiar esses hábitos é por si só, um enorme desafio. Abdicar quase na totalidade da tecnologia que faz de nós reféns passivos dela dia após dia teve tanto de loucura como de necessidade. Loucura, porque a minha vida profissional não é de todo compatível com inacessibilidade. Necessidade, simplesmente porque sim. Porque é bom ver o mundo pelos nosso olhos e não por um ecrã táctil, porque é bom respirar a maresia matinal e não simplesmente vê-la no Youtube.

Conclusões destes quase 15 dias off the grid?

- É bom chegarmos a um sítio e termos a sensação de libertação que a ausência de rede no nosso telemóvel nos proporciona.

- Fartei-me de ler nestes 15 dias. Acho que até folhetos do Continente li com mais prazer embora continue a achar o Belmiro um chulo.

- Gosto da facilidade de escrita que o portátil me permite mas adorei voltar a escrever em caderno. E verificar que a minha caligrafia está uma miséria tal que nem no Egipto a conseguem decifrar.

- Cada vez gosto mais do mar. E é daquele bravio que mete respeitinho. Que leva uma pessoa a não meter lá o pé. Aquele cuja rebentação leva-nos a pensar que é mais ou menos aquilo que a nossa roupa sofre na centrifugação dentro da máquina de lavar.

- Corria que nem um louco todas as manhãs mas comi que nem um boi. Resumindo, tudo o que corri não me permitiu perder os 3 kg que ganhei. Raios parta as férias.

- Tive tantas saudades do meu Ristretto pela manhã... Tudo que ingeria de cafeína sabia-me a água deslavada...

A conclusão maior?

Que se lixe a tecnologia nas férias. Sobrevivi e sobretudo, vivi. E faria tudo novamente.

Best holidays ever...